4T16

4T16

Diante do cenário econômico apresentado em 2016, o setor de materiais de construção encerrou o quarto trimestre de 2016 com retração de 11,5% frente a 2015, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (ABRAMAT). Neste período, a Companhia conciliou sua operação com a redução dos níveis de estoque para atender a demanda de mercado nos segmentos da mineração, fibrocimento e telhas de concreto.

O volume vendido do mineral crisotila no 4T16 foi de 38,4 mil toneladas, 25,4% menor quando comparado ao 4T15, em função da participação da fibra crisotila no processo industrial e retração do setor de materiais de construção no mercado interno. No mesmo período, as vendas de fibrocimento foram de 192,6 mil toneladas, 5,2% inferiores ao 4T15, enquanto as telhas de concreto retraíram 33,6% em função, principalmente, da desaceleração do setor, aumento do desemprego, menor distribuição de renda e restrições ao crédito, inibindo o consumo de materiais tanto para reformas quanto para novas construções.

A receita líquida consolidada somou R$ 190,4 milhões no 4T16, 20,9% inferior ao 4T15, principalmente em função de menores volumes de vendas dos segmentos de atuação devido à desaceleração do setor e maior comercialização de um mix popular, enquanto o desempenho no mercado externo foi impactado pela redução do preço em dólar para fazer frente à forte concorrência, além da depreciação de 14,3% do dólar frente ao real.

O EBITDA ajustado no 4T16 atingiu R$ 13,7 milhões, retração de 14,0% quando comparado ao 4T15, devido ao menor volume de vendas nos segmentos de atuação, baixa utilização da capacidade industrial e redução das margens operacionais decorrente da comercialização de um mix com menor valor agregado. Visando minimizar os efeitos negativos do EBITDA ajustado, a Companhia tem concentrado esforços em reduzir as despesas operacionais recorrentes. Como consequência dos aspectos comentados no EBITDA ajustado, a Eternit registrou prejuízo líquido de R$ 29,6 milhões.

Em fevereiro de 2017, o Conselho de Administração aprovou a reestruturação das unidades produtivas da controlada Tégula com o objetivo de adequar a empresa para operar em mercados com maior rentabilidade operacional, passando a operar a produção de telhas de concreto de forma concentrada na unidade de Atibaia/SP.

A política de dividendos da Companhia, conforme prevê o Estatuto Social, permanece inalterada, entretanto, novas distribuições ocorrerão a partir da obtenção de resultados positivos.

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